Brasil piora sua nota no Índice de Percepção da Corrupção

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Brasil piora sua nota no Índice de Percepção da Corrupção

O Brasil apresentou nova queda no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) da ONG Transparência Internacional, o principal indicador de corrupção no setor público do mundo. A nota do país no IPC recuou dois pontos (de 37 em 2017 para 35 pontos), perdendo 9 posições no ranking global. A escala se estende de zero a 100, e quanto menor o valor, maior a percepção da corrupção.

A pontuação do Brasil foi a menor desde 2012 – ano em que se modificou a metodologia do indicador e passou a ser possível a análise em série histórica – e representou o 3º recuo seguido na comparação anual. Com essa nota, o país empatou com Argélia, Armênia, Costa do Marfim, Egito, El Salvador, Peru, Timor Leste e Zâmbia. A pontuação fez com que o Brasil passasse para a 105ª posição dentre as 180 nações e territórios avaliados pelo IPC – a pior colocação do país dos últimos sete anos.

Na avaliação da ONG, o persistente mau desempenho do país no ranking não significa que tudo o que foi feito nos últimos anos para combater a corrupção não teve resultado. É inegável que grandes esquemas de ilícitos e privilégios foram revelados no período recente, principalmente pela operação Lava Jato e seus desdobramentos. O fato de haver hoje importantes figuras do mundo político e empresarial atrás das grades é uma prova disso. Há de se destacar também que esta sucessão de escândalos e ações de investigação e punição por parte das autoridades federais tende a aumentar, em um primeiro momento, a percepção de que a corrupção está piorando. A tarefa de reverter esta avaliação depende, no entendimento da organização, de uma série de reformas que demonstrem sério comprometimento do país com a eliminação das causas estruturais deste problema social.

“A Lava Jato sozinha não será capaz de, efetivamente, reduzir os níveis de corrupção. Para isso será necessário que o Brasil olhe agora para frente na luta contra a corrupção, atacando as raízes do problema com reformas legais e institucionais”, afirma Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil.

“A boa notícia é que temos uma oportunidade única diante de nós. Em 2018, a sociedade brasileira se mobilizou e desenvolveu o maior pacote de reformas anticorrupção do mundo. Trata-se das Novas Medidas contra a Corrupção, um pacote de 70 propostas legislativas e regulatórias para realmente atacar as raízes do problema”, completa a coordenadora da Transparência Internacional – Brasil, Nicole Verillo.

 

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